Armas
Bolsonaro criou diversas portarias que liberaram armas para pessoas que se identificassem como Colecionadores, Amadores e Caçadores (CACs), além de permitir o aumento de número de armas e munições em casa.
Dessa forma, o número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022 — as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período.
Suspeito de chacina- é CAC e ostentava armas nas redes
Um dos 2 autores da chacina em Sinop (o maior bastião bolsonarista de Mato Grosso, diga-se de passagem), é ele próprio, um CAC, mesmo tendo passagens na polícia por vários crimes. E ainda dizem que a flexibilização da posse e porte de armas era feito com critério e responsabilidade. Não é o 1º nem o 100º caso que sai na imprensa mostrando claramente que muitíssimos CACs são criminosos e/ou bárbaros que querem armas para dar uma de tiranetes inquestionáveis e intocáveis e ficar ameaçando ou mesmo agredindo qualquer um que pise mesmo sem querer um calo deles.
Uma criança de 12 anos correndo, de costas, é uma enorme ameaça a um homem adulto armado com uma arma de cano longo de grosso calibre.
Dino anuncia prisão do bolsonarista que ameaçou matar Lula na posse e divulga foto das armas
O vídeo com as ameaças a Lula viralizou, principalmente, após ser divulgado pelo deputado estadual eleito Leonel Radde (PT-RS), que é policial civil. Radde pediu ajuda aos seus seguidores para identificar o homem nesta quinta-feira, e rapidamente foi atendido. O indivíduo se identifica nas redes sociais como "Junior do Ferro Velho", e seria de Caruaru (PE).
Em seu perfil no Instagram, o extremista postou vídeo em que aparece com uma arma de gás sugerindo que iria até Brasília para matar Lula quando o presidente eleito estivesse subindo a rampa do Palácio do Planalto.
Crimes cometidos por CACs têm aumento de 745% nos últimos quatro anos, no DF
Depois da disparada da concessão de armas para os chamados CACs (grupo formado por caçador, atirador e colecionador) os crimes cometidos por quem tem esse tipo de registro aumentou em quase oito vezes no Distrito Federal.
De acordo com dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, no Distrito Federal, o registro de crimes cometidos por CACs aumentou 745% nos últimos quatro anos. E chama atenção o salto nas ocorrências enquadradas pela lei Maria da Penha, com aumento de 1.100%.
A tia da bombeira Érika Tayná foi morta em fevereiro de 2023, baleada pelo próprio marido que tinha uma arma em casa com o registro de CAC.
“Ele [atirador] era completamente descontrolado emocionalmente, descontrolado psicologicamente. E nessa autorização ele pedia a posse da arma para defender a família dele. Mas com essa mesma arma, ele acabou com toda a família”, conta Érika.
De 2019 a 2022, nos quatro anos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve uma explosão de concessões para CACs. Foram 904 mil novos registros, média de 691 por dia ou 26 armas por hora. A maior parte foi liberada no ano passado
O atual governo restringiu a aquisição de armas de uso restrito para CACs no início de 2023. E, para fazer um diagnóstico sobre o armamento em circulação no país, iniciou um recadastramento das armas.
Um levantamento da Polícia Federal mostra que das 700 mil armas de uso permitido para civis, 430 mil foram recadastradas. Com relação às de uso restrito, que também podiam ser adquiridas por civis com autorização das Forças de Segurança, 25 mil foram recadastradas, de um total de 63 mil. O prazo termina em abril.
O policial federal Roberto Uchoa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que essa facilitação do acesso à arma de fogo, que ocorreu nos últimos anos, põe em risco a sociedade.
“As armas de fogo elas fragilizam. Fragilizam crianças com a possibilidade de acidentes domésticos, fragilizam mulheres que já podem ser vítimas de violência doméstica e a arma passa a ser mais um instrumento de opressão dessa mulher”, diz Roberto Uchoa.
Segundo investigação, criminosos cooptaram homem com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) junto ao Exército. Número de CACs no RS triplicou em cinco anos. Assalto aconteceu em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Investigações da Polícia Civil indicam que armas utilizadas por criminosos em um assalto a um carro-forte em Guaíba, na região Metropolitana de Porto Alegre, em dezembro de 2021, foram adquiridas legalmente. O comprador foi um atirador desportivo que recebeu dinheiro da quadrilha apontada como responsável pelo ataque. Ele obteve um fuzil e três pistolas, repassados ao grupo.
O homem cooptado tinha registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) junto ao Exército, afirma o delegado João Paulo de Abreu. O indivíduo chegou a ser preso temporariamente em fevereiro, mas foi solto.
"Primeiramente, o homem ganhou R$ 2 mil pela compra do fuzil e de uma arma curta. Após, foi aliciado para que comprasse outras armas curtas não tendo recebido nada para tal, tendo em vista que foi ameaçado de morte", diz.
O homem é morador de Getúlio Vargas, município de 16,1 mil habitantes a 340 km de Porto Alegre, no Norte do RS. As armas curtas foram compradas e entregues em 2020 e ao longo de 2021, segundo a polícia. Já o fuzil foi comprado em agosto de 2021. No entanto, a investigação acredita que houve uma tentativa anterior de compra do mesmo armamento por outro indivíduo um ano antes.
Com a prisão do indivíduo, a polícia conseguiu chegar a outras quatro pessoas, que tiveram as prisões temporárias decretadas. Eles foram indiciados por comércio ilegal de arma de fogo e organização criminosa.
Três deles, dois homens e uma mulher, atuavam juntos sob comando do quarto preso na cooptação de "laranjas". Os alvos dos criminosos eram forçados a fazer a documentação necessária e a compra dos armamentos que seriam desviados.
Segundo a Polícia Civil do RS, o Exército Brasileiro forneceu informações consideradas determinantes para a investigação, por meio do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados.
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CACs
Os CACs podem adquirir de revólveres a fuzis de repetição. As pessoas que têm registro como atiradores, por exemplo, têm o direito de possuir até 60 armas, sendo 30 de uso restrito, como fuzis. Os caçadores podem ter até 15 armas com alto poder de fogo. Já para colecionadores, não há limite de armamento.
O número de armas registradas nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores praticamente triplicou no Rio Grande do Sul entre 2017 e 2022. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, e divulgados pelo g1 com exclusividade.
O RS registra 148,5 mil armas, sendo a terceira região militar com mais itens em todo o Brasil. No país inteiro, são 1 milhão de armas registradas. Há cinco anos, eram 290,7 mil.
Assalto
O roubo ocorreu em 29 de dezembro de 2021. O carro-forte iria repor dinheiro em caixas eletrônicos de um supermercado no bairro Jardim dos Lagos, em Guaíba. Os criminosos, vestidos como policiais, chegaram ao local a bordo de veículos com adesivos falsos da Polícia Civil.
Os ladrões fugiram em uma van em direção à BR-290 após o assalto e lançaram pregos retorcidos na pista para dificultar a perseguição policial. O bando teria feito três pessoas reféns no caminho, um dono de veículo na Ilha dos Marinheiros e dois donos de casas na região.
As buscas pela quadrilha foram feitas por terra, pelo ar e também no Guaíba, com o auxílio de embarcações. Durante a ação, dois suspeitos foram presos e outros dois foram mortos em confronto. Posteriormente, um outro suspeito foi encontrado morto. O dinheiro roubado foi recuperado pela polícia.
Investigações
Após o crime, as investigações identificaram outros envolvidos no assalto. Eram duas pessoas, que participaram do roubo e fugiram do local e uma pessoa que dirigia um carro utilizado na ação.
Na organização do esquema, a polícia identificou pessoas responsáveis por encontrar os carros utilizados no crime, outros que buscaram coletes balísticos e demais itens utilizados, além dos cinco responsáveis pelas armas (o homem cooptado e os outros quatro presos).
Ao todo, 24 pessoas foram indiciadas. No mês de maio, um dos suspeitos de chefiar o esquema foi preso dentro de uma churrasqueira em Canoas, na Região Metropolitana. A prisão mais recente foi em agosto de 2022, um homem suspeito de participar do assalto foi preso.
Por Gustavo Chagas, g1 RS - 12/09/2022
Ah, foi só o fato de estudarmos, ora!
Em lugar de ficarmos presos ao punitivismo hipócrita do "bandido bom é bandido morto", nós lemos os estudos sobre Segurança Pública, que são unânimes em concluir que armar a população não resolve os problemas de segurança.
Para começar, o cidadão mediano não tem o preparo que acredita ter para reagir a um assalto. Na verdade, costumo dizer que só existe uma situação boa para alguém reagir a um assalto, que é quando se vê antecipadamente que a coisa vai acontecer e se tem preparo e sangue frio para reagir. Em qualquer outra situação, o mais provável é que a pessoa que reage acabe morta.
Como se vê pela imagem acima, o grade defensor do porte de armas para defesa pessoal estava armado quando foi assaltado. Levaram a moto e a arma dele. E olha, não se tratava de zé mané qualquer. Isso ocorreu nos anos 90, quando Bolsonaro ainda era um homem relativamente jovem, de 40 anos, e com treinamento militar recente, já que não se haviam passado 10 anos desde a expulsão dele das Forças Armadas por tentativa de atentado terrorista.
Se um capitão do exército com treinamento militar de elite fracassou em reagir, o que faz você achar que teria sucesso? Os filmes!
Nos filmes estúpidos de Hollywood, as pessoas sem qualquer treinamento militar pegam armas e saem dando tiros bem no meio da testa dos criminosos. Assim, de primeira. Muitas vezes não sabiam nem segurar a arma minutos antes. MAS ISSO É FANTASIA! É FICÇÃO!
Na realidade, o ato de matar é repulsivo para a maioria das pessoas. Mesmo nas guerras, um estudo concluiu que a maioria dos soldados atira para cima ou para baixo, na tentativa de não matar outras pessoas. E concluiu também que os poucos que realmente não se incomodam em matar são os que possuem graves traços de psicopata.
O estudo é esse aqui: "On Killing: The Psychological Cost of Learning to Kill in War and Society", do Tenente Coronel Dave Grossman, que além de militar de uma tropa de elite, os Rangers do Texas, é também Doutor em Psicologia.
Então estamos diante de duas possibilidades:
- Você é uma pessoa normal, sem grande preparo militar, e muitas vezes só atirou em alvos parados em um stand de tiro ou nos joguinhos de Counter Strike. Nesse caso você vai hesitar em atirar no assaltante… e morrer; ou,
- Você não vai hesitar em atirar no assaltante porque tem fortes tendências psicopáticas. Nesse caso, com o porte de armas, você será mais um psicopata armado no meio da população comum, com grande risco potencial de atirar em outras pessoas e matá-las.
Como pode ver, nenhuma das duas possibilidades é boa.
É por compreendermos essas coisas que somos contra o armamento geral da população.
Basta estudar, como se pode ver.
PS: Quando falei em punitivismo hipócrita, é porque as pessoas que acreditam que "bandido bom é bandido morto" são seguidoras de um bandido com fortes ligações com as milícias cariocas, que é Jair Bolsonaro. Como se pode ver, elas não querem matar todos os bandidos…
Por que o pensamento de direita atualmente em voga se baseia no individualismo. Não tem quase nada a ver com defesa contra a tirania.
Nenhum indivíduo é capaz de se defender contra o Estado:
O assédio de Waco, em que as forças de segurança americanas tentavam prender o pastor David Koresh, acusado de cometer abusos contra seus fiéis. Armados até os dentes, os fiéis não teriam como resistir às armas do Estado. Quando ficou evidente que seriam derrotados, preferiram matar-se.
Se um grupo de indivíduos armados não conseguiu resistir, quais as chances de um indivíduo só?
Porém, se o indivíduo não consegue enfrentar o aparelho de coerção do Estado, pode ter grande sucesso em oprimir outros indivíduos que não estejam armados.
Grupos milicianos enfrentaram as pessoas que protestavam contra a brutalidade policial nos EUA.
E vale lembrar que as armas são ideológicas: elas podem estar em certas mãos, mas não em outras:
Homens negros portando armas para sua autodefesa foram considerados um grupo terrorista e combatidos pelo Estado americano, mas homens brancos portando armas para sua autodefesa são considerados patriotas e protegidos pelo Estado americano.
Homem morre no dia do aniversário com tiro acidental na cabeça

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