Mensalão

Quem deu o rombo imensurável na Petrobras? Quem é o mentor do mensalão?

Entendam de uma vez por todas: quem deu o rombo na Petrobras foram funcionários de carreira da estatal, como Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, que estavam recebendo propina desde os anos 90. Inclusive, o jornalista Paulo Francis denunciou, perante um "bate-papo" de jornalistas em programa de TV, em 1997, que a Petrobras estava sendo saqueada pela corrupção.

“Comecei a receber propina em 1997. Foi uma iniciativa minha”, diz Barusco na CPI da Petrobras
Ex-gerente disse que esquema de corrupção se tornou mais organizado em 2003

Naquela época, ninguém abriu a boca para dar um pio, aliás, como não abriram a boca quando surgiram uma sucessão de escândalos iguais ou pirores do que o da Petrobras e do mensalão, como foi a denúncia pela Folha de São Paulo de um esquema para compra de votos por R$ 200 mil para aprovarem a PEC da reeleição de FHC, também naquele fatídico ano de 1997. O escândalo da "Pasta Rosa", do "Projeto Sivan", entre vários outros escândalos, TODOS abafados pela mídia, pela PF, MPF e pelo imenso público direitista. Essa mesma mídia, que atiçou a "opinião pública" a ir às ruas protestar contra a corrupção em 2015 e 2016 para derrubar Dilma por causa das risíveis "pedaladas fiscais". Tudo hipocrisia e uma descarada moral seletiva.

O mensalão do PT não tinha nada de novo. Era a forma ordinária e corriqueira que sempre existiu no Congresso de os partidos aliados fazerem negociações com as sobras eleitorais das doações partidárias. O PT ganhou muito dinheiro na eleição de 2002 através de doações perfeitamente lícitas e regulares (tanto que teve suas contas eleitorais aprovadas pelo TSE naquele ano), mas resolveu dividir as sobras da campanha com partidos aliados para que estes cobrissem os buracos na prestação de contas. O fato era irregular, mas não era desconhecido daqueles fizeram uma estridente gritaria, que, a bem da verdade, não passava de cinismo e hipocrisia, pois o objetivo era atingir Lula e decretar seu impeachment. A mídia bateu diariamente no assunto de 2005, quando Roberto Jefferson deu entrevista à revista Veja, até 2012, ano da condenação dos dirigentes petistas e outros envolvidos no esquema, como o próprio Roberto Jefferson Valdemar Costa Neto e outros, todos agora aliados de Bolsonaro.

O mensalão foi um eufemismo dado para esse fato, e nada tinha ver com a origem do nome, empregada pelo corrupto Roberto Jefferson para uma suposta mas nunca provada mesada de 30 mil aos deputados que votassem com o governo.

As trocas de favores sempre existiram no Congresso, e são feitas por partidos fisiológicos, como o PP, PTB, PSL, PL, MDB, Democratas e muitos outros, partidos esses que têm deputados como Bolsonaro e outros do baixo clero da Câmara, tipos medíocres que sempre viveram de troca de favores para dar apoio aos governos. Desde a época da ditadura militar é assim: deputados vendem seu apoio em troca de cargos, emendas orçamentárias e outras vantagens. O PT foi refém deles para conseguir governar. Bolsonaro, que prometeu fazer diferente, também é refém deles, e negocia emendas bilionárias com eles. Portanto, por que só o mensalão do PT incomoda?

Não incomoda coisa nenhuma, é apenas uma senha usada pela direita para tentar desmoralizar o melhor presidente que o Brasil teve depois de Vargas. A ignorância e despolitização da massa impede compreender os bastidores da política.

Portanto, o escândalo da Petrobras, o mensalão e outras denúncias de corrupção envolvendo integrantes dos governos Lula e Dilma, só se tornaram manchetes de mídia e objeto de investigação pela PF e MPF porque o objetivo era usar esses fatos para culpar o PT, e derrotá-lo pela via moral, da propaganda difamatória frenética e histérica que sempre fizeram as classes ricas e seu braço ideológico - a direita e a extrema-direita bolsonarista - desde os anos 50, com Vargas, que se matou por causa desse mesmo jogo sujo de enlamear a honra sem provas.

No caso do impeachment de Dilma e da prisão de Lula, essas classes não tinham outro recurso a não ser o golpe parlamentar e judicial (com uso de um juiz carreirista e corrupto), uma vez que o PT havia dado quatro surras consecutivas nesses patetas desastrados (2002, 2006, 2010 e 2014) que governaram o Brasil antes de 2002 e ao longo de todo o Império e a República (com raros hiatos, como Getúlio Vargas e Jango). Essas classes não aceitavam - como não aceitam - nenhum tipo de governo com políticas tidas como "populistas" de aumentar auxílio do Estado ao mais pobres e a intervenção estatal na economia, entre outros.

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