Nova investigação já tem fortes indícios de que "facada" não passou de um autoatentado
Investigação pode elucidar o evento da "facada" que ajudou Jair Bolsonaro a se tornar presidente da república em 2018.
Documentário investigativo será lançado dia 6 deste mês pela TV 247. Trabalho é dirigido pelo experiente jornalista Joaquim de Carvalho, que já atuou como subeditor da revista Veja e repórter no Jornal Nacional, das organizações Globo.
Joaquim de Carvalho já adiantou alguns fortes indícios que levam a crer que tudo não passou de um auto-atentado orquestrado pelos bolsonaristas. Uma história "ainda não contada", diz o repórter.
"Tese do auto-atentado é a mais plausível"
Após as investigações que fez até aqui, Joaquim de Carvalho concluiu que a tese do auto-atentado é a mais plausível, embora tenha sido desprezada pelas autoridades policiais que investigaram o caso a partir de 2018. Por quê?
O jornalista diz que Jair Bolsonaro deve sair da condição de vítima para a de suspeito nesse processo. Ou seja, Bolsonaro e os bolsonaristas podem ter armado toda uma farsa para o capitão se eleger presidente.
Joaquim de Carvalho adianta uma série de importantes fatos que corroboram a tese do auto-atentado. Um deles é a análise de 1.500 imagens que mostram Adélio Bispo — suposto autor da "facada" — numa relação de intimidade com os seguranças que deveriam proteger Bolsonaro no dia do evento em Juiz de Fora. Por quê?
E há outros elementos igualmente consistentes, que você poderá ver em relato do próprio jornalista no vídeo após o anúncio.
Antes de acertar Bolsonaro, Adélio fez várias tentativas antes, sob o olhar complacente dos seguranças, que viam inclusive a faca. Se não estivesse tudo combinado, o agressor teria sido imobilizado ou até mesmo morto em fração de segundos
Um vídeo postado em 11 de janeiro no You Tube pelo canal True Or Not traz no mínimo dois detalhes que não deixam margens para dúvidas: nunca houve facada real em Jair Bolsonaro e sim um grande teatro. Ver exatos momentos no vídeo ao final da matéria.
Primeiro (Início: 8min24s - Final: 9min)
Considerando o tipo de faca, a posição da mão do agressor e a velocidade do golpe, como seria possível para Adélio esticar o braço sobre os seguranças e cravar 15cm de lâmina no abdômen do capitão no intervalo de apenas um segundo? Só em filmes de ação isto poderia acontecer, porque na ficção a lógica é algo que pode ser descartada.
Segundo (início: 10min14s - Final: 11min34s)
Sob o olhar complacente de vários seguranças, Adélio faz primeiras tentativas de acertar o capitão. Os homens de aço que cercavam Bolsonaro viam tranquila e claramente o "agressor" e sua faca e nada faziam. Ora, seguranças são treinados para sentir o cheiro de gente e de objetos suspeitos. Se tudo não estivesse combinado, Adélio teria sido imobilizado ou até mesmo morto em fração de segundos. Como se vê nas imagens, o "esfaqueador" recebeu foi uma espécie de proteção até que conseguisse desferir, com incrível facilidade, o seu golpe ensaiado. Após o anúncio, mais detalhes.
Além dos dois detalhes que destacamos, o vídeo mostra ainda outros que não deixam também margens quanto ao grande teatro que ocorreu. Um deles é um lenço que passa de mão em mão até chegar aos seguranças, que o utilizam para amenizar a "dor da facada". Noutros dois trechos, frases estranhas são ecoadas minutos antes do "ataque". E há ainda um rapaz de azul que tentou conter Adélio e foi desestimulado por seguranças e um homem com jaqueta camuflada. Mas assista após o anúncio e tire suas próprias conclusões.
https://www.youtube.com/embed/Mcel27CKdmg?wmode
O presidente eleito Jair Bolsonaro apareceu hoje — véspera de Natal — em um vídeo no You Tube onde brinca de esfaquear um oficial da Marinha durante um churrasco na Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro. Muito descontraído, falou que se o militar fosse esfaqueado poderia se tornar "presidente da ONU".
Com isso, Bolsonaro sugeriu que a facada que recebeu o ajudou a ganhar as eleições presidenciais de 2019. Tal "brincadeira" do capitão fez aumentar as suspeitas de que essa famosa facada que teria levado não passou de uma farsa, como crê muita gente no Brasil, inclusive bolsonaristas não fanáticos. Abaixo, elencamos alguns fatores que induzem a isso.
Se a facada existiu mesmo, então:
Adélio frequentou o mesmo clube de tiro que os filhos de Bolsonaro.
Sem sangue - Por que mesmo não apareceu sangue na hora do atentado e sequer a camisa do capitão apresentou qualquer vestígio disso?
Imprensa não mostrou imagens - Por que as grandes redes de TV e jornais — que seguiam Bolsonaro 24 horas por dia para cobrir sua campanha — não registraram imagens do ataque?
Foi ao hospital antes - Durante a pandemia Bolsonaro nunca esteve em um hospital, mesmo com quase 600.000 mortes mas, no dia da facada Bolsonaro foi a um hospital, provavelmente o mesmo onde ele foi atendido depois de levar a "facada".
Não usou colete - Ao contrário do que fazia costumeiramente, Bolsonaro não usou colete balístico neste dia.
Adélio fura o cerco - Como um homem sozinho (o autor do suposto atentado) conseguiu furar o poderoso aparato policial e de seguranças particulares que protegia o capitão e sair ileso, sem sequer um arranhão?
Oncologistas - Por que os médicos que cuidam de Bolsonaro são especialistas em oncologia, isto é, em câncer?
Deixaram quieto - Por que Bolsonaro e seus filhos — tão diligentes e cheios de ódio contra bandidos — nunca se posicionaram de forma dura contra o suposto agressor?
Assessoria jurídica - quatro advogados ofereceram-se para defender Adélio.
Ininputável - Adélio foi considerado insano e não foi preso, recebeu uma "pena menor". Fica incomunicável e, se disser alguma coisa, será considerado sandice.
Não recorreram - a defesa não recorreu da decisão da Justiça que considerou Adélio insano
Levantou a Taça Libertadores - Como um homem que se diz ainda frágil e colostomizado conseguiu levantar no início deste mês de dezembro a pesada taça (18 quilos) de campeão conquistada pelo Palmeiras no campeonato brasileiro?
Fez flexões - E como também — dentro dessa mesma fragilidade de saúde — o capitão conseguiu fazer recentemente flexões físicas em uma solenidade militar?
Pitbulls protegeram Adelio - Por que os "pitbulls" que cercavam Bolsonaro, que agrediram enfermeiros em um protesto pacífico em Brasília, não atacaram Adélio, ao contrário, ele foi protegido. Era de se esperar que Adélio fosse linchado pelos bolsonaristas.
Joice Hasselmann contou uma conversa com Bolsonaro em que ele disse que se "seria eleito se levasse uma facada"
Alguns dias depois disso ela apareceu machucada dizendo que havia sido agredida.
Se a Polícia Federal nunca esclareceu, talvez Freud explique.





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