Fico feliz de saber que a “terceira via” está tão desesperada a ponto de colocar seu fantoche de gravata para escrever o texto mais patético da história do golpe. E olha que a concorrência é grande! 

O Grupo Globo e seu porta-voz recomeçam a política editorial que a empresa golpista e fascista assumiu em 2018: igualar Lula a Bolsonaro. O Grupo Globo e vários de seus tentáculos disfarçados passaram o golpe difamando o PT. Juntos, se distraiam nesse período também  vazando grampos anticonstitucionais, promovendo passeatas com alas pela intervenção militar, articulando impedimentos como o de Dilma e prisões como a de Lula, fortalecendo a Lava-Jato, blindando Sérgio Moro, fazendo sua eterna campanha pela direita e, na síntese de tudo, a comparação entre Lula e Bolsonaro. 

É natural que este grupo tenha tanta dificuldade para achar critérios diante do fascismo bolsonarista. Afinal, já se vinculou ao fascismo lacerdista contra Getúlio e ao fascismo militar de 1964, logo, é compreensível que confunda o fascismo atual a um governo historicamente e comprovadamente democrático! Com essa nova estratégia, não é Lula que ela converte em ditador, pois todos já viram suas gestões. O que ela faz é o oposto, ela concede um indulto à gravidade trágica de algo como Bolsonaro. Ameniza o hediondo do atual governo ao dizer que é comparável a Lula. 

A política editorial do Grupo Globo continua seu golpismo de 1954 e a sua vocação para dar ao fascismo uma roupa nova e muderna, mesmo quando o crítica - apesar de ter pavimentado o caminho do atual ditador ao poder. Merval Pereira enxerga agora na virilidade que as redes sociais leram na foto de Lula uma semelhança decisiva com Bolsonaro. Porém, comparativamente, o que dizer de todas as semelhanças da Globo com Bolsonaro? Antes de Merval, o porta-voz da empresa era Alexandre Garcia - que o foi por 30 anos! Alexandre antes da Globo era assessor de imprensa de Figueiredo e, depois que saiu das três décadas no grupo virou propagandista de Bolsonaro. Ou seja, tudo muito misturado! 

Globo e Bolsonaro estiveram juntos desde as passeatas do Pato Amarelo até a defesa dos ministérios de Moro e de Guedes. Passearam de mãos dadas pela o impeachment, pela prisão de Lula, pela Lava-Jato, pela defesa de todas as reformas neoliberais e pelo ódio ao PT. Agora, a empresa e o comentarista empedernido fazem sua última aproximação. Enquanto os bolsonaristas não param de comparar Lula ao “ditador Nicolas Maduro”, Merval compara as coxas de Lula a outro ditador, Putin.   Não são quase siameses? Não são quase a mesma coisa? 

No meio desse desespero todo de se descolar do incômodo parceiro  e associar o refugo com  quem é o verdadeiro opositor (Lula) de ambos (Globo e Bolsonaro), emerge a maior pérola do golpismo neoliberal, a frase elaborado pelo jornalista empoeirado: “o pressentido bilau de Lula”!!!!  

E esse sujeito está na Academia Brasileira de Letras! Machado de Assis que se revire no túmulo! Um túmulo já todo revirado depois de gente como Roberto Marinho e José Sarney já ter ocupado assento na instituição mofada. O escritor deve se revirar agora diante dessa escrita que exala esquisitice. A poética do imortal se permite redigir o maior exemplar da afetação brega. Sentença que emerge na medida que um reacionário tenta ser informal e descolado, mas só consegue gerar um mix de locução de radialista da década de 1940 com a mudernidade de um tiozão cafona fazendo piada com o pavê de domingo. Ou seja, tudo inacreditável. 

Se depender dos argumentos engomados e cheirando a ácaro do fantoche de gravata, 2022 está no papo. Se Lula lembra Bolsonaro e Putin para o comentarista conservador, ele, por sua vez, lembra o  Fozzie Bear dos Muppets. Um “show-Puppet” que não consegue emplacar uma piada eficaz e só tem tiradas desastrosas e sem graça.

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