Lula, Israel e Palestina

Lula expôs como a mídia corporativa não é nossa aliada

A Globo não consegue ser objetiva sobre Lula ou Gaza. Juntos, é ainda pior.

A situação em Gaza está chegando a um ponto de inflexão crítico e a mídia corporativa brasileira está tentando pressionar o governo - e todo o país - a não criticar o massacre em massa de civis palestinos por Israel. Precisamos reagir em nome da verdade e da humanidade.


Israel encurralou a maioria dos mais de 2 milhões de civis de Gaza na pequena área de Rafah e agora está ameaçando invadi-la. Atacar a cidadezinha que se transformou em um campo de refugiados lotado seria um desastre humanitário criminoso ainda maior e sem precedentes.


Quase toda a Faixa de Gaza está em escombros. Os palestinos mal têm o que comer e beber. A fome está piorando. A renomada Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estima que o número de mortos em Gaza poderá chegar a 259 mil nos próximos seis meses se essa escalada continuar - 1 em cada 9 palestinos em Gaza. Estamos em um ponto de inflexão importante e essa pressão pode ajudar a pôr fim à operação genocida.


Mas a grande mídia, que durante meses justificou e defendeu essa barbárie por meio de comentaristas, entrevistas e artigos mentirosos, está mais preocupada com a comparação que Lula fez da situação enfrentada pelos palestinos com a vivida por judeus no Holocausto, condenando-a como "antissemita" e uma "gafe" que prejudicará o Brasil geopoliticamente.


Se você tem lido o Intercept — um dos pouquíssimos veículos mostrando a verdade — sabe que a grande mídia está errada. Estão apenas expondo seu viés extremamente pró-EUA e pró-corporativo, que está completamente fora de sintonia com a opinião popular global e despreocupado com os interesses reais da maioria dos brasileiros. Se a grande mídia está disposta a apoiar esse tipo de massacre no exterior, pode apostar que encontrará um motivo para fazer o mesmo em casa. Aliás, já faz.


Lula decidiu ser um dos principais líderes globais a defender os direitos humanos não apenas na teoria, mas na prática. Mas se você acompanhar a mídia corporativa do Brasil ultimamente, verá que é exatamente o contrário.


Em vez disso, eles se juntaram ao coro bolsonarista, ansiosos para atacar Lula em todas as oportunidades - mesmo quando ele está certo. Atualmente, bolsonaristas que já relativizaram os horrores do holocausto estão mobilizando votos para impeachment do presidente devido a suas críticas a Israel. Ele não relativizou o holocausto. Ele comparou os sofrimentos. Mas aparentemente, nem todos acham que a matança em massa é uma coisa ruim, desde que apenas "certas" pessoas estejam sendo mortas.


Infelizmente, a comparação de Lula com o Holocausto é válida e foi endossada e repetida por estudiosos de genocídio, grupos judeus que apoiam a libertação do povo palestino e outros atores internacionais de consciência. Nenhum líder estrangeiro, exceto o primeiro-ministro de Israel, condenou suas declarações. A imensa maioria das nações estão clamando pelo cessar-fogo.


Hoje, Lula foi recebido calorosamente em uma reunião com o principal diplomata dos EUA - o maior aliado de Israel - e recebeu apoio do presidente da Colômbia e de outros pesos pesados internacionais.


Mas só porque algo está errado e todo mundo saiba disso, não significa que os poderosos concordarão em fazer o que é certo por conta própria. Eles precisam ser pressionados e os líderes e a grande mídia precisam parar de endossar estas posições genocidas.


É por isso que a mídia independente é vital e é por isso que fundamos o Intercept Brasil em 2016. O Brasil merece uma mídia que defenda a dignidade humana e não esteja atrelada aos interesses políticos e financeiros das famílias oligarcas que comandam este país há gerações e que, muitas vezes, construíram sua riqueza por meio da escravidão, do genocídio e do roubo.


Andrew Fishman
Presidente e co-fundador - Intercept Brasil

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Antes de tudo, onde e quando foi que o PRESIDENTE LULA elogiou o Hamas?

Agora, respondendo a pergunta:

A grande mídia, sempre parcial em sua ânsia por audiência, demoniza o presidente Lula.

Nessas horas, é sempre bom reavivar a memória. Os links a seguir deixam claro a sanha odiosa que impele Benjamin Netanyahu a perpetrar o genocídio na faixa de Gaza. Em 2015, Benjamin Netanyahu relativizou a culpa de Hitler no Holocausto, vide:

👉 Quando o líder de Israel relativizou a culpa de Hitler no Holocausto

👉 Netanyahu culpa um líder islâmico de convencer Hitler do Holocausto

👉 Netanyahu: Hitler não queria exterminar os judeus, apenas expulsá-los

👉 Netanyahu: Hitler não queria exterminar os judeus

👉 Netanyahu já minimizou o extermínio de Hitler contra os judeus na Europa - O Cafezinho

👉 Netanyahu acusa líder palestino de ter convencido Hitler sobre holocausto

"Antes de Lula, Erdogan comparou Netanyahu a Hitler; Macron falou em bebês mortos": Antes de Lula, Erdogan comparou Netanyahu a Hitler; Macron falou em bebês mortos | O TEMPO

"Presidente da Turquia compara Netanyahu a Hitler e ironiza apoio do Ocidente a Israel": Presidente da Turquia compara Netanyahu a Hitler e ironiza apoio do Ocidente a Israel

Benjamin Netanyahu passou pano para o Hitler, para jogar toda a culpa do Holocausto em cima de um líder palestino. Para Benjamin Netanyahu, Hitler não odiava tanto assim os judeus como a História evidencia. Para Benjamin Netanyahu, Hitler foi manipulado por um muçulmano a exterminar os judeus (Hitler sem vontade própria: fantoche de muçulmano). Para Benjamin Netanyahu, o líder palestino era o culpado pelo Holocausto, não o Hitler. Mas agora que o Lula escancarou a verdade sem covardia, Netanyahu tenta jogar com o emocional coletivo como se nunca tivesse amenizado a culpa de Adolf Hitler no genocídio judeu. Que moral tem Benjamin Netanyahu para condenar o discurso do presidente Lula? Benjamin Netanyahu, além de genocida, é hipócrita (talvez seja descendente de fariseus).


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