Corpo de motoboy morto com tiro em ação da PM é enterrado em São José dos Campos
Ele foi morto com um tiro no peito na madrugada de quinta-feira (12) na zona leste da cidade. De acordo com a família, ele saiu de casa para buscar um jogo de vídeo game e foi alvejado a cerca de 100 metros de casa. Caso é investigado.
O corpo do motoboy Lelis Henrique Gadioli dos Santos, morto por um tiro em abordagem da Polícia Militar, foi enterrado na manhã desta sexta-feira (13) no velório da Urbam em São José dos Campos (SP).
A velório da vítima teve início às 5h e seguiu até às 10h, quando o corpo seguiu em cortejo para o cemitério Colônia Paraíso, na zona sul. O percurso foi acompanhado por motoristas de aplicativo, que seguiram em buzinaço, em protesto pela morte do jovem.
De acordo com a família, o motoboy saiu de casa para buscar um jogo de vídeo game e foi alvejado a cerca de 100 metros de casa, no bairro Jardim Americano, na zona leste.
Eles contestam a versão apresentada pela PM de que ele estaria armado e pedem justiça. Lelis não tinha passagem policial e deixa dois filhos. O caso será investigado pela Corregedoria da PM e Polícia Civil.
Ação da PM
A ação aconteceu por volta de 1h na quinta-feira (12). De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais faziam uma ronda no bairro e encontraram o jovem perto de um carro, o que levantou a suspeita de venda de drogas.
Na versão da Polícia Militar, eles tentaram ainda abordar o jovem, mas ele teria posicionado a mão na cintura, o que levantou a suspeita de posse de uma arma e um dos agentes disparou.
Lelis Henrique Gadioli dos Santos era motoboy e trabalhava com entregas por aplicativo. Segundo o irmão da vítima, Leonardo Honório, depois do trabalho ele costumava jogar vídeo game e teria saído para buscar um jogo, quando instantes depois foi baleado.
O resgate chegou a ser acionado, mas quando chegou Lelis já estava morto. Ele foi atingido por um único disparo no peito. Na versão da polícia, depois da morte, eles encontraram na perícia com a vítima uma arma calibre 32 enferrujada e com a numeração raspada. A família nega a versão.
O irmão conta que assim que houve o disparo, os familiares e vizinhos se aproximaram do corpo e os agentes não fizeram perícia e não viram nenhuma arma sendo tirada do local.
Não havia drogas com a vítima. A polícia pediu perícia para saber se ele estava sob efeito de drogas. A família nega que o jovem fosse usuário.
A arma usada pelos policiais foi apreendida para a perícia. A arma que estaria com Lelis também foi recolhida. O caso foi registrado como morte por intervenção policial, mas ainda é investigado.
O que diz a Polícia Militar
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as versões das testemunhas e dos policiais militares foram colhidas e que foram pedidos os laudos necroscópico, toxicológico e residuográfico e que foi aberto um inquérito de apuração interna da PM.
Por G1 Vale do Paraíba e Região - 13/08/2021
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