Por que Lula levou as maiores construtoras gastando trilhões do nosso dinheiro, em vez de construir tudo isso aqui no Brasil?
https://qr.ae/pG09IM
Pela mesma razão que Portugal e Espanha
nos séculos XV e XVI; Inglaterra nos séculos XVIII e XIX; Estados Unidos,
Japão, Alemanha, Coreia do Sul, China e tantos outros países nos séculos XX e
XXI: expandir sua economia além das fronteiras, ganhar mercados, estabelecer
relações diplomáticas, ampliar o poder de influência, adquirir ativos.
A mesma mentalidade tacanha e medíocre
que diz essas bobagens contra os governos de Lula - época em que o PIB
triplicou e que saímos da 15ª em 2002 para a 6ª maior economia do Planeta em
2011 - é a mesma mentalidade dos senhores de escravos do século XIX, que
atacavam o Barão de Mauá e sua determinação de construir estradas de ferro e
industrializar o Brasil, pois temiam que, ao abrir fronteiras econômicas, isso
implicaria na perda de poder político e econômico e o fim da escravidão. Veja o
Link:
Brasil
ultrapassa Reino Unido e se torna 6ª economia do mundo - ISTOÉ Independente (
https://istoe.com.br/184334_BRASIL+ULTRAPASSA+REINO+UNIDO+E+SE+TORNA+6+ECONOMIA+DO+MUNDO/
)
Por isso que, guardadas as proporções,
quando o Brasil crescia espetacularmente a taxas de 7,5% ao ano (2010) no
governo de Lula, a direita invejosa, através da grande mídia-empresarial e seus
papagaios, buscava pretextos para ofuscar esses êxitos do governo. Veja o Link
insuspeito do Globo:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/03/pib-do-brasil-cresce-75-em-2010-e-tem-maior-alta-em-24-
Crescimento da economia no 4º trimestre do ano
passado foi de 0,7% O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou um
crescimento de 7,5% no ano de 2010, a maior alta para o indicador desde 1986,
quando também foi registrada variação de 7,5%.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, no quarto trimestre de 2010, a alta foi de 0,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2009, a variação foi de 5%.
A maior variação do PIB no país foi registrada em 1973, quando o crescimento chegou a 14%. Para o economista e professor da PUC-SP Antonio Corrêa de Lacerda, um dos fatores que contribuíram para o bom resultado no ano passado foi o conjunto de medidas adotadas pelo governo em 2009, quando houve aumento de gastos públicos, redução de impostos e expansão do crédito, o que contribuiu para um aumento do consumo. Lacerda acrescenta, no entanto, que a variação expressiva do PIB em 2010 também se deve, pelo menos em parte, ao fato de a economia brasileira ter encolhido no ano anterior, quando a crise global provocou uma retração de 0,6%. 'Este crescimento é normal, considerando que a base de comparação é fraca', avalia o economista.
Já o professor de Macroeconomia da FGV-SP Robson
Gonçalves observa que os números do ano passado indicam uma recuperação da
economia ainda acima do nível de 2008 (quando o PIB cresceu 5,2%), algo que
outros países ainda não conseguiram.
Na opinião de Gonçalves, no entanto, o resultado de 2010 também reforça os sinais de que houve um superaquecimento da economia brasileira no ano passado. 'As medidas anticíclicas tomadas em 2009 foram excessivamente voltadas para o consumo', diz o economista. 'Some-se a isso a falta de investimento produtivo, temos um desequilíbrio entre oferta e demanda, gerando superaquecimento.'
Na comparação com o resultado do PIB de outros
países em 2010, a alta do Brasil é superior à dos Estados Unidos, que foi de
2,8%, e da União Europeia, com 1,7%. No entanto, o país ficou atrás de China
(10,3%) e Argentina (9,1%).
Assim como fizeram com Vargas e
Juscelino nos anos 50, com Jango nos anos 60, a direita de mentalidade
neo-escravista fez com Lula e Dilma até conseguirem derrubar um projeto de
economia , sociedade e Estado fundado na combinação de grande desenvolvimento industrial
e econômico com aumentos reais de salários e diminuição das desigualdades
sociais e regionais. A mesma pecha de "ladrões" que tentaram colar em
Vargas, Juscelino e Jango, usaram contra Lula e Dilma, com as mesmas intenções:
desmoralizá-los, já que não podiam conter os êxitos desses governos.
Os empréstimos do BNDES às empreiteiras
faziam parte de um programa de incentivo à exportação de insumos e mão de obra
brasileiros ao exterior.
O programa funciona por meio de
contratos de empréstimo do BNDES à empresas construtoras nacionais, em moeda
nacional (em Reais). A empresa tem de comprar insumos no Brasil e pagar
mão de obra nacional para utilizar os recursos do empréstimo.
O BNDES, assim como qualquer banco, só empresta o dinheiro se o tomador apresentar garantias reais. Os contratos todos são feitos com garantia adicional de uma seguradora. Em geral, essas garantias são títulos de crédito, títulos de propriedade etc.
Portanto, esse programa não é diferente em nada de qualquer programa de incentivo à exportação.
Apenas pessoas totalmente ignorantes
acreditam que o governo brasileiro levou as maiores construtoras do Brasil para
construir obras (portos, aeroportos, ferrovias, gasodutos, metrôs) no exterior.
A exportação é absolutamente necessária
para a economia do país. É por meio das exportações que o país adquire divisas
(dólares e outras moedas estrangeiras), necessárias para importar produtos que
não produz internamente. Sem a exportação, não há também importação, e as
empresas nacionais não podem comprar equipamentos, máquinas e insumos para a
produção interna.
Sem a importação, por exemplo, não
poderíamos ter medicina no Brasil, pois todos os remédios e equipamentos
médicos são importados. Não poderíamos ter agricultura, pois todos os
defensivos agrícolas e fertilizantes, são importados ou produzidos com licenças
de empresas estrangeiras. Sem importação, não teríamos computadores e aparelhos
celulares. Sem a importação, simplesmente nada funcionária, pois o Brasil
praticamente não produz tecnologia.
Portanto, um programa de exportação é
necessário para que entre dinheiro estrangeiro no país, de forma que seja
possível importar o que não produzimos internamente.
Com esse programa do BNDES, o governo
brasileiro dava um incentivo à produção da nossa indústria (cimento, aço,
material de construção em geral) e o emprego na nossa mão de obra mais valiosa,
a engenharia. Assim, nós não ficaríamos dependentes apenas da exportação de
grãos, carne e minérios.
Esse programa tinha um enorme impacto
em toda a cadeia produtiva. Calcula-se que a quebra das empreiteiras pela ação
da Lava-Jato tenha interrompido quase duzentos bilhões de reais em
investimentos e destruído quatro e meio milhões de empregos.
Nesse programa, o governo
brasileiro não faz contratos diretamente com o governo estrangeiro. Portanto,
não há como a União tomar calote nesse tipo de empréstimo. Se a empreiteira não
pagar o empréstimo, o BNDES simplesmente fica com as garantias, podendo mesmo
fazer uma intervenção na empresa.
Se o governo estrangeiro não pagar à construtora,
uma seguradora paga. Mas, não há nenhum
interesse do país estrangeiro em dar o calote, pois o valor dos empréstimos
é muito menor que o total do comércio entre o Brasil e cada um dos outros
países em que as empreiteiras atuam. As dívidas somadas de Venezuela e Cuba,
por exemplo, é de 1,3 bilhões, o que é um pouco maior que o volume de comércio
anual com esses países.
Infelizmente, a grande imprensa
brasileira se aproveitou da ignorância do povo para difamar esse programa,
divulgando mentiras, com o objetivo de fomentar o ódio aos políticos que
estavam à frente do governo à época.
Se o governo não incentiva a produção
da indústria e o emprego da mão de obra de seus técnicos mais qualificados, o
país tem de exportar apenas grãos, carne e minérios, produtos chamados
"commodities" que tem baixo valor no mercado internacional.
É isso que está acontecendo no atual
governo. Com o fim dos programas de incentivo à indústria nacional e à
exportação de mão de obra qualificada, o país está dependente da exportação de
"commodities" e da venda de suas empresas para investidores
internacionais.
O resultado é o que estamos vendo:
desemprego generalizado, principalmente de técnicos qualificados e engenheiros;
queda no salário médio do trabalhador, que está abaixo de R$1.400,00 (menor que
em 2010); crise de demanda, devido à retração do mercado interno; aumento da
inflação, devido à taxa de câmbio muito elevada; preço alto de combustíveis,
devido à transferência das empresas e das reservas minerais (aço e petróleo)
para as empresas transnacionais; pressão para expansão da área de produção de
grãos, com a invasão das terras indígenas e massacre dos índios; e pressão para
liberação da mineração nas reservas indígenas e áreas de preservação ambiental.
O governo atual foi montado em cima de
uma mentira criada pela grande imprensa para difamar os governos do PT. Isso
não seria nenhum problema, caso o governo que substituiu o que foi derrubado
com o golpe fosse minimamente racional. Mas, não foi o que aconteceu.
Agora nós estamos presos a um governo
que não tem nenhuma ideia de como solucionar os problemas econômicos e que
depende de manter essa mentira para continuar no poder.
Em primeiro lugar o óbvio: o BNDES
nunca emprestou trilhões. Quem formulou a pergunta conhece muito
pouco do que realmente aconteceu, ou simplesmente sabe que as quantias
envolvidas foram mil vezes menores mas acha mais importante criticar Lula,
mesmo com afirmações falsas.
Em segundo lugar, o governo brasileiro
não gastou dinheiro dos impostos para obras de infraestrutura em outros países.
O BNDES financiou obras de infraestrutura no exterior construídas por empresas
brasileiras. Quem paga a conta, no final, são os governos desses outros países.
E por último, por que não
construir no Brasil? Pois isso foi o que o BNDES mais fez. O BNDES emprestou
muito mais dinheiro para obras de infraestrutura realizadas no Brasil do que no
exterior. Vinte e sete vezes mais. Confiram no site do BNDES.
Só lembrando que todos esses projetos
de construção civil pesada feito no exterior trouxeram muito dinheiro para o
país. Todos foram pagos. Teve calote? Sim, teve, mas o lucro foi super
positivo.
Ou seja, o Brasil ainda ganhava com os
juros do financiamento.
Jair Bolsonaro fez a devassa no BNDES e
não encontrou irregularidade alguma. O BNDES é um dos bancos estatais de
desenvolvimento mais rentáveis da face da terra. Mesmo com os canos que recebeu
de alguns pequenos países (que a rigor não deixaram de pagar mas alongaram o
prazo de pagamento), dá um belo de um lucro.
“Não foi caixa-preta, na verdade. Está aberto. Eu
também pensava que era caixa-preta, mas está disponível, no site do BNDES,
todos os empréstimos feitos para outros países”, disse.
https://economia.ig.com.br/2021-06-17/bolsonaro-caixa-preta-bndes-corrupcao.html
STF decidiu que o BNDES abra segunda
'caixa-preta'
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá de abrir sua segunda
"caixa-preta" e revelar as remunerações de todos os empregados,
não só dos diretores, como acontece hoje.
O BNDES batalhou na Justiça desde 2013 para que
essas informações se mantivessem sigilosas. Naquele ano, uma ação civil pública
do Ministério Público pediu a quebra do sigilo. De acordo com o banco, a
mudança será feita a partir de abril.
A primeira caixa-preta do BNDES, que analisou
as operações financeiras do banco durante os últimos anos, sobretudo durante os
governos de Lula e Dilma Rousseff, mostrou-se pouco ou nada eficaz e
representou gasto de dinheiro público, embora o governo de Jair Bolsonaro tenha
apresentado a abertura das contas e transações do BNDES como algo prioritário.
Passada a busca por supostas fraudes nas operações financeiras, até mesmo o
presidente do banco, Gustavo Montezano ,
admitiu que não havia "caixa-preta" no BNDES.
Montezano, o atual chefe do BNDES, tem remuneração mensal de R$ 80,8 mil, mais do que
o dobro do teto do funcionalismo federal, que é definido pela remuneração dos
ministros do STF, R$ 39.293. O banco teme que a quebra do sigilo dos salários
dos funcionários abra as portas para que outros bancos aliciem seus
funcionários.
Ricardo De Hollanda
João Eurico Aguiar Lima - Bacharel Ciência da computação,
Universidade Federal de Pernambuco (1989)
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